Construção e Simbologia do Espaço Físico

História da construção

Com a presença de D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, lançou-se a 1.ª Pedra da Igreja Nova no dia 27 de dezembro de 1981. Chovia torrencialmente. O acesso ao local fez-se de Jeep. Foi bom assim. Esta Comunidade tem-se habituado a viver com muitas contrariedades. É no esforço e na luta que temos procurado algum êxito. É a dinâmica cristã vivida nos acontecimentos: Paixão-Páscoa / Cruz-Ressurreição.

No Natal de 1985, foi celebrada a 1.ª Missa (Missa do Galo), na Cripta da Nova Igreja. Uma noite inolvidável, mesmo com sabor a Belém: com frio, chuva, desconforto, mas uma alegria imensa no rosto de centenas de cristãos que disseram: Presente!

A partir daí, a Comunidade foi tomando uma consciência mais forte da realidade da Igreja Nova. No verão de 1986, com todas as festas da 1.ª Comunhão e Profissão de Fé na Cripta da mesma Igreja, foi-se fortalecendo na Comunidade Paroquial a vontade de poder utilizar os espaços da Nova Igreja o mais urgentemente possível, uma vez que as instalações anteriores eram pequeníssimas e muito desconfortáveis para acolher a multidão de fiéis que se reúnem aos domingos para celebrar a Eucaristia.

Um pouco por isto tudo, o Pároco, depois de ouvidos o Conselho Pastoral, o Conselho Económico e os vários grupos paroquiais, propôs ao Sr. Arcebispo o dia 17 de maio para a inauguração. A proposta foi aceite. Por isso, neste dia, houve festa rija na Comunidade Paroquial que viu assim concretizado um sonho e se pode orgulhar de, em apenas oito anos de existência, lhe ter sido possível construir a sua Igreja: uma Casa de Deus construída pelos homens, como afirmava um jovem na altura em que se começou a pensar na construção.

Neste dia memorável, encontraram-se a Igreja das Pedras Vivas (não é por acaso que no mesmo dia se celebrou o Sacramento do Crisma para algumas dezenas de jovens da Comunidade) e a Igreja do Cimento, Casa de Reunião do Povo do Senhor.

Ficha técnica

  • Projeto de Arquitetura: Arq. Acácio Brochado
  • Projeto de Estruturas: Eng. Carlos Barbosa
  • Projeto de Águas e Saneamento: Eng. Guilherme Fontes
  • Projeto de Eletricidade e Som: Eng. Jair M. Caramelo

Simbologia na arquitetura da Igreja

A Tenda

Nem mesmo o mais distraído consegue deixar de notar que a Igreja apresenta a forma de uma tenda. Esta foi a solução arquitetónica encontrada para expressar uma ideia fundamental: somos um povo peregrino, itinerante; temos a consciência de que a nossa Pátria definitiva não está aqui na Terra. A Terra é um simples lugar de Passagem. Assim, a casa da nossa reunião orante tem a forma de uma casa itinerante: uma tenda. Também pelo mesmo motivo, optou-se por uma igreja ao nível da rua e não muito elevada.

Uma casa de oração, não um monumento

A Igreja de Deus é a Casa da Sua família, é Vivenda para rezar, meditar, construir Comunidade.Não quisemos uma Igreja-Monumento para visitar e admirar, quisemos uma Igreja-Casa para o Encontro da Família entre si e com Deus. A existência (ao tempo do projeto) de 502 famílias a viverem em “barracas” na área geográfica da paróquia foi também elemento incorporado nesta necessidade de construção de uma “casa de oração” e não de “um monumento”.

O Triângulo, a Trindade

Embebido na forma da tenda adotada, encontra-se um segundo símbolo: o triângulo, que aqui evoca a Santíssima Trindade. A fachada foi por isso concebida como um triângulo evocador da própria essência do Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) a quem vimos adorar nesta casa que construímos e a que pertencemos.

As mãos erguidas em oração

A forma triangular sugere ainda as mãos erguidas em oração. Sem se perder o sentido de elevação (a ala central da Igreja tem um pé direito muito alto), percebe-se melhor nesta arquitetura de mãos erguidas o acontecimento da Encarnação e da Presença de Deus entre nós, convidando-nos a saber partir dos acontecimentos da Vida (as duas bases onde assenta a Igreja) para os Acontecimentos de Salvação (o topo mais elevado onde se encontram as duas bases que sustentam a Igreja, à semelhança das mãos erguidas).

O adro e a torre sineira

No lado esquerdo da Igreja, foi concebido um adro onde as pessoas possam encontrar-se e conviver, antes ou depois das Celebrações. A comunidade sonhou uma Igreja que não desaguasse na rua. O espaço do Encontro entre as pessoas tem imensa importância na criação de laços de comunitariedade; por isso, foi concebido um espaço para este Encontro: o Adro. Igualmente no exterior, junto ao adro, foi construída uma torre como Sinal de presença e Apelo à Comunidade, através do som do Sino.

Foco no Sacrário e no Altar

Toda a arquitetura da Igreja focaliza a atenção de quem nela entra para os dois pólos de centralidade: o Sacrário e o Altar. Assim, na igreja encontramos dois centros: por um lado, o cume do edifício alinhado pelo Sacrário; por outro, o corredor principal da Igreja, alinhado com o Altar, que sinaliza a importância deste como “mesa” à volta da qual se reúne a Comunidade.

Elementos funcionais do edifício

Pavilhão Multiusos (Cripta/Auditório)

O Pavilhão Multiusos da Areosa recebeu este nome após obras de requalificação e adaptação no ano de 2011, as quais o tornaram num moderno equipamento, dispondo de um amplo e bem apetrechado palco, e de uma plateia (que pode ser dividida em duas salas), passível de ser adaptada a espetáculos, festas, almoços/jantares, etc. O equipamento dispõe ainda de uma ampla cozinha e bar/zona de convívio, a qual permite dar um completo apoio de catering a qualquer evento.

Secretaria da Paróquia

Serviço de atendimento e apoio administrativo à comunidade paroquial.

Capela do Santíssimo

Espaço de adoração e celebração durante a semana, onde está reservado o Santíssimo Sacramento para adoração a qualquer hora do dia.

Casa Mortuária

Espaço de apoio à comunidade nas ocasiões de luto, em ligação com a Capela do Santíssimo.