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Papa pede uma inteligência artificial ao serviço da vida e da paz

O Papa Leão XIV apelou a uma utilização responsável da inteligência artificial, defendendo que o desenvolvimento das novas tecnologias deve ser acompanhado por uma reflexão ética que coloque a pessoa humana e o bem comum no centro. O apelo foi feito na sexta-feira, durante um encontro com cerca de 500 investigadores e representantes do Instituto Internacional de Ciências Administrativas, no Vaticano.

Durante a audiência, o Papa alertou para a rapidez com que as tecnologias digitais estão a avançar e para o risco de algumas decisões relacionadas com a vida humana ficarem cada vez mais dependentes de máquinas. Para Leão XIV, é necessário encontrar um equilíbrio entre o progresso tecnológico e a responsabilidade, garantindo que a inovação não ultrapassa a capacidade de proteger a dignidade de cada pessoa.

O Pontífice sublinhou ainda que pedir prudência, realizar auditorias rigorosas ou até abrandar, em alguns casos, a adoção da inteligência artificial não significa ser contra o progresso. Pelo contrário, trata-se, afirmou, de exercer uma “salvaguarda responsável da família humana”, num contexto em que muitas destas tecnologias estão concentradas nas mãos de grandes grupos económicos e tecnológicos.

No final do encontro, Leão XIV encorajou os investigadores a continuarem o seu trabalho para encontrar formas de contribuir para uma administração pública capaz de “humanizar” as tecnologias digitais. O objetivo, defendeu, deve ser que a inteligência artificial esteja verdadeiramente ao serviço da vida, da paz e do bem comum, e não de interesses exclusivamente privados.

Foto: Vatican Media

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